quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

O barco que jamais regressou...

Às vezes fico confusa… Confusa porque não sei se sabes o valor que tens para mim e da forma que, embora não te acredites ainda te guardo (…) O mundo é enorme, as pessoas são milhões, mas existem sempre aquelas que sabem como particularizar e como mostrar que, mesmo sem nos apercebermos, podem transformar as nossas vidas e fazer com que o nosso mundo fique um pouco à parte, que se torne um pouco mais pequeno e centrado em algo ou alguém. Por meras circunstâncias, por culpa do destino ou até mesmo porque é assim que a vida exige, há barcos que se desatam da frota e vão naufragando… Naufragando pelas imensidões das águas do oceano e que jamais regressam mesmo que isso exija abandonar as pessoas que, do outro lado o vêm afastar com lágrimas nos olhos, fruto da despedida (…) Tudo isto para que saibas que o que já passou, o que já foi feito não podemos contrariar e que por vezes, por muito que nos custe, não podemos voltar ao cais. 

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