domingo, 20 de fevereiro de 2011

Uma vida... Um erro

Um ramo dado após o prazo, uma flor nunca oferecida. Um “amo-te” proferido quando já é tarde, um “és muito importante para mim” nunca anunciado. Uma frase incompleta incapaz de transmitir um verdadeiro sentimento, um momento de inconsciência, um grito, uma mágoa criada.Uma acusação, um insulto, uma palavra que fere qualquer coração, um arrependimento angustiante e irreversível. (…) Vidas passadas, vidas desperdiçadas. Vidas constituídas por tempo, tempo esse insuficiente para demonstrar a realidade das coisas e o valor que alguém para nós pode ter, assim como a tristeza que a sua perda pode trazer. Um ignorar de um sonho, uma incompreensão transmitida através da revolta.  Um comboio perdido, um “morrer na praia”, uma luta em vão.
(…)Porque por vezes por mais tempo que tenhamos, ele é sempre insuficiente para mostrarmos às pessoas especiais o que realmente são para nós. Porque por vezes é tarde e só nos apercebemos que erramos quando cai do nosso rosto uma lágrima fruto da despedida. Porque por vezes passamos  ao lado de uma vida sem nos apercebemos que tivemos tão perto de triunfar. Porque por vezes tudo perdemos, sem nada ficamos. Porque por vezes a única coisa a que nos podemos agarrar são as recordações. Recordações que ficam juntamente com o arrependimento e a vontade de mudar todo o rumo de uma vida Porque por vezes parecemos estar felizes, e apenas estamos a vestir um disfarce e a enganarmo-nos a nós mesmos. Porque por vezes vale a pena parar, olhar à nosso volta, e prestar atenção a todos os pormenores. Pormenores que por mais insignificantes que pareçam podem ser-nos muito úteis para descodificar o nosso ou o interior alheio. Porque por vezes perdemos tempo com coisas insignificantes e não damos valor ao que realmente merece ser valorizado.
(…)Porque por vezes é tarde para recuar, e é impossível refazer o que quer que seja. Por vezes nada há mais para fazer. Por vezes o que nos resta é ficar sentadas a tentar controlar o sufoco do choro, o cair das lágrimas, tomar um banho para nos sentirmos mais leves, respirar bem fundo para tentar eliminar aquele aperto que nos invade e deitarmo-nos na cama na esperança do próximo dia ser melhor. Por vezes NADA podemos fazer porque enquanto havia tempo não demos por isso. Por vezes(…)  Por vezes tudo se resume em quatro palavras... Uma vida…Um erro!