sexta-feira, 1 de abril de 2011

Caixa de uma Vida

Hoje decidi abrir aquela caixinha (…) Aquela velha caixa de papel amontoado que cheira ainda a idade da inocência (…) Ao fim de tanto tempo, depois de tantos anos voltei a entrar naquele mundo mágico e luminoso ao qual um dia pertenci. Tudo reli. Desde histórias até cartas que se escreviam ao acaso, apenas com o objectivo de demonstrar a pureza de algum sentimento. Alguns papéis estavam já amachucados, demonstrando nas suas rugas o tempo passado que jamais foi esquecido.   Como é incrível! Tudo era meu, tudo tinha na minha mão a meu dispor, se assim fosse a minha vontade (…). Foi bom rejubilar e recuar no tempo (…) transportar-me para o tempo em que tinha aquele idade e sabia tudo, não tinha qualquer tipo de dúvida. E o melhor foi mesmo sentir aquele cheirinho a velho, a papel antigo que tem muito para contar e guarda tantas histórias. Foi uma sensação verdadeiramente incrível, mas o que me deixa ainda mais feliz, é saber que tudo o que aquela caixa guarda, todas as emoções que aquele pedacinho de cartão transporta, todas as lágrimas que ela já secou, e sorrisos a que já assistiu, continuam a fazer sentido na actualidade. Porque sei que, para além de um mundo escrito em letras já apagadas, vocês continuam aqui comigo, bem presentes, e a fazer com que todos os dias eu recorde aqueles velhos tempos de criança, tal como vocês me fazem sentir ainda! 

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