segunda-feira, 4 de abril de 2011

A cor da minha vida

Hoje, contra todas as ideias que poderiam ter, decidi escrever sobre algo só meu, algo que só a mim me interessa, e que está longe de me deixar ou fazer infeliz. Para quem me conhece, e arrisco mesmo a dizer para quem apenas sabe um básico de mim já sabe que no fundo é “isso” e minha “marca de referencia” porque toda a gente já percebeu que é muito mais além que um vicio ou que um gosto banal, só para dizer que se é viciado em alguma coisa. Sim, estou mesmo a falar das borboletas. Já perdi a conta  às vezes que me perguntaram porque gostava assim tanto delas, e o que tinham “esse pequeno e insignificante bicho” de especial Para ser sincera não fico triste quando me fazem essa pergunta, porque é uma prova que este gosto é diferente e único para mim, e que no fundo só para mim elas têm de facto muita importância.
  Pode até parecer ridículo, e poderão até não conseguir compreender mas eu já me imaginei “na pele” de uma borboleta. Já imaginaram o que era poder voar por esses vales e sobre todas as água límpidas dos rios? Poder parar e usufruir do perfume da flor mais bela do jardim ou até mesmo respirar a pureza do ar em altitude? Já imaginaram na perfeita harmonia que vivem esses insectos que para mim são muito mais que isso? Quem não gostaria de ter liberdade para correr o mundo num só dia, e poder parar e sentir o que de melhor há no mundo? Quem é que não gostava de estar longe de todas as confusões e de toda a rotina que o dia-a-dia nos impõe? Quem não gostaria de fazer o que no momento lhe apetecesse sem ter que estar a dar explicações a ninguém? Quem não gostaria de poder tomar o mundo como propriedade única e estar longe de toda a maldade? Quem não gostaria de ter naqueles momentos de dor, a cor no olhar e usa-la como disfarce do que sente o coração? Para todos poderá até nem fazer sentido tudo o que para aqui estou a dizer, mas isso a mim não me incomoda. Sei que esta é uma paixão fixa e que vai durar para sempre, sei que nunca vou deixar de ter isto a que todos chamam “panca” porque é só assim que me sinto feliz e se instala a paz em mim. Não tenho que explicar os motivos que me fazem pensar desta determinada maneira porque só eu consigo realmente entender, apenas digo a todos: “Amo as Borboletas, e para mim são muito mais que um insecto voador, como tantos os outros”. Não tenho explicações a dar e ainda bem que até nem gostam porque assim este amor é meu e só meu!

1 comentário:

Francisca Cochofel disse...

sei bem o valor que elas têm pra tiP