sábado, 9 de julho de 2011

É nosso destino mudar o destino!

Hoje decidi de novo tocar no que era nosso. Decidi voltar a pertencer aquele mundinho, regressar aquele lugar que um dia já foi só meu e teu. E sabes aquele objecto, símbolo que um segredo que só nós sabemos? Sabes aquele bocado de papel amachucado, que estava ainda guardado na gaveta cheia de pó, quase a cair de velha? Sim, essa carta tão sentida, essas palavras tão sofridas que um dia por mim te foram dedicadas, voltaram a ser sussurradas. Não sei bem explicar, simplesmente apeteceu-me reler cada pormenor, apeteceu-me relembrar cada detalhe da nossa história. Nunca havia lido aquele texto tão grande após o ter escrito e, para ser mesmo sincera, já nem eu me lembrava ao certo o que lá iria encontrar(…) Lembro-me como se fosse hoje o pedido que me fizeste. “Sempre que te lembrares de mim, relê esta carta que por ti foi escrita. Mesmo que nesse momento deixe de fazer sentido, nunca te esqueças que se um dia a escreves-te foi porque era sincera" …Pois é verdade,  sabias perfeitamente que não conseguia redigir nada que não fosse real, nada que fosse falso e não fosse exactamente o que sentia. E não, não mais a voltei a ler, pois preferi esquecer, preferi tentar encarar e sabia que se voltasse a pronunciar cada palavrinha lá presente iria reviver o que não queria, iria regredir e provavelmente destruir tudo o que tinha já conseguido até então. Chama-me cobarde, força podes chamar! Ingressei pelo caminho mais fácil, é certo que pela primeira vez decidi não complicar e desistir com medo de sofrer. Sabias perfeitamente que não me iria arrepender, pois a minha personalidade não dá para tal. Tudo isto me marcou, não nego, mas sabes o que deixou marca mais profunda? É saber que agora, que finalmente me sinto “curada” e pronta para encarar a realidade, li uma frase que lá te dirigi onde dizia para nunca desistires dos teus sonhos, para sempre acreditares em ti, e para sempre te lembrares que o que é nosso, connosco sempre fica e que, caso o nosso destino fosse ficarmos juntos, o fim nunca iria chegar. Lá disse-te também que caso um dia nos separasse-mos jamais queria voltar para ti, pois isso seria como acertar o destino, moldá-lo à minha imagem, e eu não tinha o direito de fazer tal coisa. Mas sabes uma coisa? Queres que te faça mais uma confissão? Eu hoje estou bem, hoje estou feliz por já não fazeres parte da minha vida e hoje percebi que nessa carta, nessa carta que te escrevi que por ti foi devolvida com as condições criadas ao teu ver, eu estava errada. Sim, eu errei. Eu agora percebi que nada daquilo é certo. Por vezes o nosso destino, é mudar o que à primeira vista nos é destinado. E lembras-te daquele espaço profundo, daquele abismo que me separava da felicidade? Hoje já não existe, pois eu agora percebi que o destino é a ponte que se constrói até à concretização dos nossos sonhos. E no meio disto tudo, sabes o que me deixa ainda mais feliz? É saber que mesmo separados, eu continuo a aprender contigo.


(Nem tudo o que escrevo tem que ser histórias verídicas - inspirado no filme "Ironias do Amor")

4 comentários:

♥ marta. disse...

as memórias, as recordações, são algo que nos fazem reviver todo o passado que nos fugiu pelas mãos, embora nesse passado, tenhamos tentado agarrar as nossas mãos com a nossa maior força.
memórias são passados que continuam a fazer de nós o que somos, neste presente.
gostei muito. *
(desafio para ti no meu blog.) :')

Gabriela ♥ disse...

Este texto está simplesmente perfeito :O

disse...

ADORO

Nathacha disse...

Como diz tio shakespeare: "O destino é que embaralha as cartas, mais nós somos quem jogamos."

Estou te seguindo :)

Me visite www.medicinepractises.blogspot.com

Lembre-se que o seu comentário é fundamental ^^

Um beijo!


By, Nah