sábado, 17 de setembro de 2011

Inevitável Realidade da imposição que se chama VIDA!

Estava frio. Eu tremia por todos os lados. As minhas pernas envolviam-se num furacão de medo. Os meus olhos enchiam de lágrimas. Os meus pés pesavam cada vez mais. Eram quilos. Eram toneladas em meu sustento. Ficava imóvel. Gélida. Impossibilitada de qualquer acto. Cobarde fui, mas parei. Cruzei os braços e fiquei parada, completamente entregue à falta de coragem que nunca me caracterizou. Já não havia mundo comum. Já não havia nada particular a outro alguém. A mim. Apenas a mim. Despejaram-me ordens. Ordenaram-me força mas, desfeito meu íntimo, neguei. Gritar era meu desejo, mas não conseguia. A voz calou-se. As palavras não soavam. Bloquiei sem reacção. A chuva apoderava-se de mim por completo e o vento não me fazia a vontade; não era brusco; não me transportava para o local em que havia acordar do pesadelo. Continuava frio. Eu continuava feito sujeito preso, ilimitado. Vítima da vida, vítima do não merecido, do não planeado. Esqueci-me de mim. Não havia amor. Não havia ódio. Não havia sentimentos! Hoje ainda vivo em meia estação. Algo coloriu o meu mundo. As minhas ambições voltaram. Algo renasceu novo, completamente por estrear; mas por vezes me sinto no mesmo sítio, por vezes ainda vejo a mesma penumbra, a mesma sombra, a mesma escuridão. Por vezes ainda chove!

4 comentários:

Gabriela ♥ disse...

Que lindo *-*
Amei o texto!

Su disse...

adorei *

joel disse...

O que interessa é como estás agora meu amor, sabes bem que o presente e o (nosso) futuro são as coisas apenas a ter no teu cérebro winduh :)

AMO-TE <3

PauloSilva disse...

Muito agradecido, querida *