segunda-feira, 26 de setembro de 2011

O problema é acordar do sonho já tarde demais!

Pensando bem na realidade concreta e rigorosa das coisas, penso que tudo de um momento para outro se torna complicado. Na verdade, é que eu sou daquelas pessoas que tem muitas ambições, sonha com tudo, com o pleno, sonha muito mesmo, alto de mais por vezes. Ok, por vezes não, frequentemente. E digo frequentemente porque o que é certo é que nas ambições e em todos os projectos em que num minuto me mergulho, no próximo segundo são exactamente eles quem me faz afundar, devido à impossibilidade da sua concretização. No fundo, e embora para mim custe muito admitir, eu acho que lutar por uma boa vida é uma perda de tempo, pois ela é mesmo uma utopia. Chega a uma altura em que nos olhamos ao espelho e perguntamos “quem realmente somos? Qual é na verdade, a minha missão neste mundo?” E não, não encontramos respostas, e quando damos por ela, quando prestamos atenção e decidimos parar e fazer um apanhado das coisas, é já tarde de mais. Já se passaram dias, semanas, meses, a até anos. Já nos passou ao lado a vida. E aí já não temos tempo para mais nada; pois sempre nos preocupamos mais com projectar o futuro, e nos esquecemos de viver o dia-a-dia e no fim, esse “futuro” baseia-se sempre no mesmo: nos planos de vida fracassados e nas horas queimadas com sonhos não concretizados. E é isso mesmo que me preocupa, não saber até que ponto ando a perder e a esgotar o meu tempo. Será que vale a pena dar tudo por um bom futuro? Será que adiante tanto empenho esforço, e dedicação a 100%? No fim de tudo, serei realmente recompensada? Penso e repenso, e fico triste. Fico mesmo triste, porque há aqueles momentos em que me sinto incapaz de tudo, em que me sinto dona de uma vida fundada em alicerces destruturados: os sonhos! E é aí que vem aquele sentimento de impotência, aquele sentimento de que nada conseguimos manter, porque vivemos sempre no fundo “adiantados”, e levamos assim os dias da nossa história, de desejos a longo prazo. O pior é que quando vamos a ver acabaram duas coisas: a capacidade de imaginar triunfos e também a hipótese de viver deles. Talvez achem errado o que estou a dizer, talvez me achem sem razão, mas acreditem que o pior por vezes nem é pensar de uma determinada forma, o problema quase sempre é apenas o verbo: pensar!

Talvez a vida não nos desiluda, apenas nos iluda, quase sempre demais!